NOSSA HISTÓRIA

O Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus (IASCJ), foi fundado em 30 de maio de 1894, em Viareggio, Lucca-Itália, por Madre Clélia Merloni. Foi canonicamente erigido pelo Monsenhor João Batista Scalabrini em Piacenza, em 1900, e obteve aprovação definitiva em 1931, quatro meses após a morte da Madre Fundadora.

Pela sua natureza e força de origem o Instituto imita e continuamente representa na Igreja, a forma de vida que o Filho de Deus assumiu ao entrar no mundo, para fazer a vontade do Pai e propor aos seus discípulos como caminho seguro para alcançar a vida eterna. As Apóstolas, portanto, abraçando os conselhos evangélicos, propõem-se a crescer constantemente no amor de Deus, tornar conhecido e amado o Sagrado Coração de Jesus e viver a caridade entre os homens. (Constituições n° 2)

Caritas Christi Urget Nos

Impelidas pelo lema “Caritas Christi urget nos” (A caridade de Cristo nos impele), as Apóstolas, por meio de sua ação evangelizadora, dão continuidade ao sonho de Madre Célia, que é de “levar um raio do amor e da ternura do Coração de Jesus a todas as pessoas”.

Num ato de pioneirismo, fé, paixão e ousadia, as Apóstolas chegaram ao Brasil em 1900 e aos Estados Unidos em 1902. A chegada das Apóstolas proporcionou um período de maravilhosa expansão educacional e missionária para a Congregação, além da consolidação do seu carisma no mundo.

Em resposta às necessidades da Igreja e aos sinais do tempo, o carisma de Madre Clélia se faz presente em 15 países: Itália, Brasil, Estados Unidos, Suíça, Argentina, Chile, Albânia, Moçambique, Uruguai, Paraguai, Benin, Filipinas, Haiti, Irlanda e Portugal.

As Apóstolas são chamadas a serem no mundo e para o mundo a presença do Coração terno e misericordioso de Jesus, que ama, acolhe e se põe a serviço do irmão que sofre. Sua missão é desenvolvida na área da Educação, Saúde, Serviço de Pastoral Paroquial e Diocesana, Promoção Humana e Social e Missão “ad extra” (fora do país).

NOSSA HISTÓRIA SEDE PROVINCIAL SÃO PAULO

Recém-fundado o IASCJ, Madre Clélia enviou para o Brasil em 1900 os dois primeiros grupos de missionárias; o primeiro constituído de seis Apóstolas enviadas para a missão no Orfanato Cristóvão Colombo, No Ipiranga - São Paulo/SP, fundado pelo Padre José Marchetti. O segundo grupo dirigiu-se para Santa Felicidade - Curitiba/PR, onde iniciou uma escola paroquial para cuidar dos filhos de imigrantes italianos.

No início não havia uma administração local própria.

Finalmente, em 10 de março de 1921, data significativa para o Instituto, quando se celebra o dia do nascimento da Fundadora Madre Clélia Merloni, foram constituídos dois Vicariatos: em São Paulo, sendo Vigária Madre Nazarena Viganó e no Paraná, Madre Melânia Galli.

As Provinciais, de modo geral, trouxeram em sua bagagem, a fé, a coragem e o desejo de acertar sempre, por amor ao Sagrado Coração de Jesus. Nenhuma delas deixou de cultivar com afeto a vocação das novas Irmãs.

Movidas pelo amor ao Sagrado Coração de Jesus e inspiradas em buscar sempre o melhor para o Instituto e para Igreja dão continuidade ao sonho de Madre Clélia de tornar o Coração de Jesus cada vez mais conhecido e amado.

(SIMÕES, Ir. Cleamaria. Valioso resgate histórico da Sede Provincial da Província de São Paulo: 1900 – 2004. Bauru,SP. 2014)

Imagem Brasão do IASCJ

O Brasão do Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus

O lema do Instituto: "Caritas Christi urget nos" (2 Cor 5,14) é o elemento central do carisma e divide o brasão em duas partes.

O Carisma

A parte superior do lema é rica em simbolismo: o coração transpassado, os brilhantes raios em amarelo, a cruz com as chamas de fogo que simbolizam a luz do Cristo ressuscitado que venceu a morte. Na primeira revelação a Santa Margarida Maria Jesus disse-lhe que seu Coração está inflamado de amor pela humanidade, da qual só recebe ingratidão.

O coração é coroado de espinhos para nos lembrar da paixão daquele que nos amou e se entregou por nós, até derramar a última gota de sangue que brotou do seu Coração ferido.

A cruz sobre o coração representa o triunfo e a grandeza do amor de Cristo pela humanidade. É um amor ardente, que não se consome: as chamas de fogo são uma reminiscência da sarça ardente em Ex 3, 1-6. Na revelação de Deus na sarça, Moisés não pôde se aproximar, mas precisou tirar suas sandálias; o amor revelado em Cristo inclina-se para abraçar a miséria humana e ensinar ao homem a chamar Deus pelo nome do Pai (cfr. Lc 15, 20-24, Lc 11, 1-4).

A pomba branca, que busca alimento na chaga do coração aberto, simboliza a Apóstola que busca no Coração de Cristo a força e a inspiração para a sua missão. Pode-se dizer que toda a parte superior representa a vida interior e a oração da Apóstola, que encontra no Coração de Jesus a fonte de sua vida espiritual e do seu ser Apóstola do Amor (cfr. XV Capítulo Geral "Carisma e Missão", 1992). As gotas de sangue que brotam do peito aberto são o símbolo da Eucaristia, "pão" cotidiano do qual a Apóstola se nutre para assemelhar-se a Cristo no Amor que se doa pelos outros. Recorda-nos também que a espiritualidade da Madre Clélia era profundamente eucarística: ela, "como um grão de trigo", ofereceu sua vida para que o Instituto dedicado ao Sagrado Coração triunfasse. Era o Amor que transborda do Coração aberto a impulsionar Madre Clélia a avançar e a encontrar as irmãs e irmãos necessitados de seu tempo. Era a caridade, portanto, que movia sua vida, suas ações, suas conversas e também os conselhos escritos para suas filhas: “Exercitai-vos muito na caridade, naquela caridade que deve ser a pedra mais preciosa que deve brilhar no nosso Instituto”. (PM. 384).

A Missão

A parte inferior do lema paulino representa o mundo e a dimensão missionária e apostólica do Carisma de Madre Clélia. A Apóstola, impulsionada pelo amor e a comunhão com Cristo, vai proclamá-lo. De fato, seis anos após a fundação do Instituto, a Madre Fundadora enviou as primeiras Apóstolas missionárias ao Brasil (1900) e aos Estados Unidos (1902). O nome Apóstola inclui a dimensão missionária de nosso carisma; ser Apóstolas como os Apóstolos (cfr. XV Capítulo Geral "Carisma e Missão", 1992). A Madre nos exorta em sua carta: - “Aprendamos a ser Apóstolas não só de nome, mas segundo o espírito dos Apóstolos...” (PM. 70).

O barco simboliza a Igreja que navega no mar do mundo para levar o Evangelho a todos os povos. A pomba branca é a Apóstola que, como missionária, enviada pela Igreja, vai levar a Boa Nova da esperança e da paz, representada pelo ramo de oliveira no bico. O ramo pode simbolizar o martírio de Cristo e a nova vida que flui do Coração transpassado. A Apóstola, uma vez alimentada na "Fonte do Amor", que é a Eucaristia, é impulsionada a levar a Caridade de Cristo, com a palavra e com a vida, a toda pessoa que faz parte de sua história e missão e em todos os lugares aonde a Providence a envia.